Erros mais Comuns em fotografias – Evite-os

Quando começamos, é natural errar. Grandes nomes como Jobs, Zuckerberg e Musk erraram em seus começos. Mas, o segredo está em aprender se seus erros. Copilei sete dos meus maiores pecados empresariais em oito dicas super úteis!

Errar no inicio é normal, é ordinário. Faz parte do amadurecimento. Mas, evitar esses erros pode ser EXTRAORDINÁRIO!

Quando eu comecei, errei muito. Foram erros atrás de erros, e talvez se tivesse acertado não chegaria onde cheguei hoje.

Errar faz parte da nossa trajetória. Todas as histórias de sucesso (Steve Jobs, Mark Zuckerberg, Elon Musk) tem fracassos e derrotas no começo. Normal. Triste, mas normal.

Por isso, copilei meus 7 piores erros em 8 dicas incríveis!

 

Erro #1 – Comprar equipamentos que não precisava

Esse erro é clássico. Muitos cometem esse equívoco, e eu não me escapei.

Lembro de uma vez que comprei um grip para uma câmera, só que na verdade eu nem precisava e acabei nunca usando.

Erros de comprar equipamentos desnecessarios

É normal o pessoal comprar coisas que acham bonitas, mas não precisam. Ou dizem que é necessário, mas não sabe o motivo.

Esse dinheiro é mal investido, e vai fazer falta la na frente.

 

Erro #2 – Fazer pouco Marketing, ou Marketing Errado

Divulgar seu trabalho como fotógrafo é essencial. Mas, por incrível que pareça, muita gente não faz isso.

Eu sempre tive a consciência de que é importante fazer Marketing. Mas eu fiz, por muito tempo, de um modo errado.

A primeira dica que dou, é gastar dinheiro. Não adianta querer fazer Marketing sem gastar, ou tentar economizar.

Tenho o conceito que tráfego se compra. Por isso, sugiro você entender melhor sobre o funil de vendas.

A segunda dica tem a ver com a qualidade do Marketing – faça conteúdo. Treine e ensine seu público, mostre porque é importante!

Erros de não fazer marketing

 

Erro #3 – Fotografar pouco

Um segredo essencial: treinar descaradamente.

Quando comecei pensava que tinha que fotografar só quando fosse contratado, mas isso limitava minha evolução.

E, mesmo quando ia fotografar, acabava fazendo poucas fotos. Fazer 200 ou 300 fotos num ensaio é muito pouco. Assim, você vai demorar para evoluir.

 

Outros assuntos que podem te interessar:

 

Lembra que Cartier-Bresson dizia que suas dez mil primeiras fotos são as piores? Quanto tempo você vai levar para fazer essas dez mil? E cem mil?

Quanto mais fotografar, mais rápido vai evoluir.

 

Erro #4 – Não investir dinheiro

Muitos não entendem o que vou dizer agora (inclusive, eu demorei anos para assimilar isso)

 

Um empresário precisa investir dinheiro em sua empresa

 

Claro, no geral começamos a empresa de fotografia com uma ou duas pessoas. Mesmo assim, é uma empresa.

Divida seu orçamento em Equipamentos, Conhecimento, Marketing e Infraestrutura. Priorize, no começo, o conhecimento.

Colocar dinheiro na frente, é importante. Mas veja bem: colocar dinheiro em sua empresa. Muitos investem 85% do seu orçamento em equipamentos – algo que não traz um retorno definido. Em cinco anos de profissão, jamais fui contratado ou perdi uma venda por meus equipamentos. Mas minha gestão, meu Marketing, meu atendimento, minha infraestrutura e o que eu entrego (capacitado por possuir conhecimento), isso sim fez – e muita – diferença.

 

Erro #5 – Não ter uma rede de Networking

Até hoje, essa é uma das minhas maiores dificuldades.

Conhecer pessoas que conhecem pessoas. Isso é Networking. Numa tradução livre, uma rede de trabalho, é aquela que somos amigos e temos amigos dentro do ramo empresarial.

Não estou falando de tomar cerveja ou comer churrasco com seus clientes e/ou fornecedores.

 

 

Falando em Networking, entra para o meu:

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Mas sim, conhecer seus concorrentes, ter estima por seus fornecedores e saber quem são os fornecedores de seus concorrentes.

Conhecer quem faz o que, na sua área e em outras. Você fotógrafo: tem uma rede de parceria (seja apenas para indicação) de videomakkers, cerimonialistas, decoradores, iluminadores, maquiadoras ou aluguel de espaço para gravações?

 

Erros de não fazer networks

 

As vezes, mesmo que isso não esteja diretamente ligado a sua profissão, pode fazer a diferença ao oferecer (e assumir) um projeto maior!

 

Erro #6 – Ter inspiração pontual

Esse erro é muito comum: sou fotógrafo de casamentos, por isso vou olhar apenas fotos de casamentos para me inspirar. Assim, você acaba se tornando um imitador e não um criador.

Se inspire em outras áreas. Fotografias do outro canto do mundo é facilmente achada com as redes sociais e internet hoje.

 

Pergunte-se:

  • O que eu posso aprender sobre iluminação com desenhistas e pintores?
  • Como posso replicar certas poses de esculturas famosas?
  • Como a música que ouço influência minha fotografia?
  • Quais ângulos de câmera posso imitar do último filme que vi?
  • Qual revista de moda, gastronomia, veículos, viagens e artesanato podem me inspirar?
  • Quais os 10 melhores arquitetos eu conheço?

 

Uma forte ferramenta para gerar novas inspiração é o Pinterest. Lá, você pode ver novidades e tendências, como um baú de ideias.

Utilize outros segmentos da fotografia para se inspirar.
Aprenda de outros assuntos (como pintura, música, arquitetura e belas artes) e traga isso para sua fotografia – e principalmente para sua vida!

 

Erro #7 – Não fazer planilhas

Isso pode até parecer bizarro, mas um bom fotógrafo faz planilhas, sejam no papel ou digital. Elas podem ser feitas no Excel, no Numbers ou no Google Docs. Eu prefiro o último.

Isso porque eu estou pressupondo que você é um empreendedor, um profissional liberal. Muitos acham que, por ser “liberal”, posso fazer de qualquer jeitos. Mas metrificar é importante, e eu demorei uns 5 anos para entender isso.

 

Erros de não fazer planilhas

Por exemplo, como você vai saber se sua empresa está em ascensão ou queda? Qual foi o melhor mês do ano? Esse ano foi melhor que o último? Isso tudo é importante para se organizar.

Muitos dizem : “Ahhhh mas eu estou apenas no começo!” Então agora é a melhor hora de começar a criar planilhas de custos, de orçamentos x conversões (ou seja, quantos orçamentos você recebe por dia/semana/mês/ano e quantos convertem – fecham contrato com você)

 

Dica #8 – Vá em Congressos de Fotografia

Esse último acho que é mais uma dica mesmo que um erro, porque eu sempre tive – desde o início – o conceito da importância de investir em conhecimento.

Por exemplo, fiz muitos Workshops Presenciais e Cursos On-line (assim consegui obter a parte técnica com maestria).

A vantagem dos Workshops Presenciais é que você vê, na prática, todo o processo criativo da pessoa. Sentimos o “clima” do Estúdio, de onde ela mora, e muitas vezes acabamos tendo a oportunidade de fazer um happy hour – onde surgem novas redes de Networking e Insights. Isso dá um rumo muito bom no começo, e me ajudou muito a fazer ajustes finos depois de um tempo. Pode ser perigoso, pois temos a tendência de copiar.

Erros de não ir em congressos
Meu amigo, Nei Bernardes, palestrando no Wedding Brasil 2018

Já os Cursos On-line são os mais vantajosos, pois tem um valor baixo e você pode ver e rever várias vezes, fazer perguntas, participar de um grupo muito maior de alunos. Também, é possível aprender no seu próprio ritmo e horários – o que eventos presenciais não permitem. Assistir aulas em casa sempre é mais confortável. Para isso, recomendo este curso aqui!

Mas Klarck, não ia falar sobre congresso de fotografia?

Calma, vou chegar lá!

Enquanto os cursos servem para te ensinar a parte técnica (equipamentos, lentes, truques) os congressos servem para te inspirar (dar novas ideias, trocar contatos)

Então, se você está começando, faça cursos. Se já tem experiência, vá em congressos.

Vou te falar alguns dos mais conhecidos, não fui em todos ainda, então não tem como qualificar cada um.  Mas são alguns congressos importantes no País

  • Wedding Brasil
  • Photoweek
  • Fotoconhecimento
  • PIC
  • FHOX on the road
  • Alasul
  • Parati em foco
  • Lume Newborn
  • Congresso Capixaba de Fotografia
  • Newborn Lovers

 

E aí, gostou do conteúdo? Não esquece de deixar seu comentário ali embaixo!

 

 

Poses – Os Segredos Para Criar as Melhores!

 

Posar e dirigir pessoas pode ser um dos maiores desafios do fotógrafo moderno. O fotógrafo Klarck Lansing separou suas melhores dicas para guiar você nesta construção!

A extensa maioria dos fotógrafos de casamentos não trabalha com modelos ou atores/atrizes profissionais. Para muitos, é a primeira vez que está sendo fotografado por um profissional. Por isso, é mais do que normal estas pessoas ficarem nervosas ou apreensivas diante de uma câmera.

Confesso que eu mesmo já tive a sensação de que minha câmera tenha sido um desconforto para uma daminha em um casamento! Para muitos, pode ser amedrontador!

Mas, com uma direção despojada e informal, combinada com as técnicas corretas de posicionamento corporal, podemos capturar poses incríveis em poucos segundos. Separei as melhores dicas que eu uso aqui no Estúdio Lansing .

 

Como Criar Poses Fortes

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#1 – Nariz em forma de “X”

Estou bem acostumado a ver em cenas de abraços, ou até mesmo quando os noivos juntam testa com testa, os narizes de ambos apontando para o mesmo lado.

Minha dica é: narizes sempre se cruzando. Imagine que a ponta do nariz da noiva é uma seta, e a ponta do nariz do noivo é outra seta. Pergunte-se: as duas setas se cruzam?

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Quando não, geralmente algum erro temos em nossa pose, e muitas vezes não conseguimos detectar.

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#2 – Postura em S

A geração do século 21 é marcada pela péssima postura. Horas em frente ao computador, finais de semana atirados no sofá vendo Netflix e pouca prática de atividades físicas tem transformado a sociedade no geral em seres humanos sem boa postura.

Uma postura correta, além de deixar mais magro e mais alto, gera uma sensação de autoconfiança e autoestima.

 

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A melhor maneira de fazer isso é transformando nossa coluna em um “S” – tórax para frente, estômago retraído, quadris para trás.

Esticar a coluna desse jeito vai transformar a mulher numa silhueta mais feminina e transformar o homem num desenho mais encorpado.

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#3 – Mãos Dadas

Nos meus cursos e workshops, eu sempre falo da “pose dos tentáculos”. Isso é, quando o casal dá as mãos e cruza os dedos. A impressão que temos, a primeira vista, é uma mão estranha com 10 dedos.

Claro que muitos nem percebem, mas, esteticamente falando, quando o casal dá as mãos sem cruzar os dedos fica mais elegante e até mais romântico.

#4 – Atenção a nuca!

Uma parte da pose muito ignorada é aquela que quase não aparece, a nuca. Minha dica é: estique o máximo possível a nuca. Com isso, além de ganhar altura, vai ganhar postura e até dar um efeito de mais magro.

Outra coisa importante é, ao esticar a nuca, baixar o máximo possível o ombro.Teste essa dica em frente ao espelho com você mesmo, e vai entender o que estou falando!

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#5 – Ombros

Essa dica é bem fácil e mesmo assim traz um resultado surpreendente. Para dar um ar mais despojado e elegante a sua fotografia, aproxime mais um dos ombros à câmera do que o outro.

 

 

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#6 – Ângulo

Atente para que, conforme for o seu ângulo e a pose criada, o rosto dos modelos sejam sempre a parte mais próxima a lente. Por exemplo, numa pose que o casal está sentado, seria fácil que os joelhos, as pernas ou até mesmo os braços fiquem mais próximos da câmera – e consecutivamente pareçam proporcionalmente maiores que a cabeça.

O contrário também é verdade: uma cabeça muito mais perto da lente que o resto do corpo vai dar um efeito “boneco de caminhão”.

Em poses sentados, suba o seu ângulo como fotógrafo. Se optar por uma composição que o ângulo seja inferior (isto é, de baixo para cima), peça para o casal cair levemente para o lado: assim seu corpo vai ficar paralelo com a câmera.

Veja abaixo uma foto que eu NÃO FIZ ISSO e como as mãos, os braços e o corpo parecem desproporcionais:

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Apesar deste “erro”, eu gosto muito desta imagem!

Eu escrevi esse texto para ser publicado no Blog Wedding Brasil, se desejar poderá ver clicando aqui!

E aí, já conhecia estas técnicas? Comente o que achou!

Faculdade De Fotografia – Vale A Pena

Antes de te responder, deixa eu te fazer outra pergunta: Você quer ser fotógrafo ou diretor de fotografia?

Você quer ser fotógrafo ou diretor de fotografia?

 

Vejo muita gente empolgada em fazer faculdade de fotografia para se tornar um fotógrafo. Será que essa é a melhor decisão?

Na verdade, muitas pessoas confundem o trabalho de um diretor de fotografia com o trabalho de um fotógrafo. São coisas completamente diferentes – até porque, na grande maioria, diretores de fotografia não trabalham com fotografia, e sim com video!

Então, antes de te responder, você vai precisar entender a diferença.

 

Diretor de fotografia:

diretor de fotografia é o técnico de cinema responsável pela forma como o roteiro cinematográfico é organizado para o video, na forma de fotografia. A produção é feita segundo as suas orientações técnicas.

 

 

O diretor de fotografia é o técnico que vai decidir, num filme, onde as luzes serão posicionadas (e qual a temperatura de cor delas). Questões técnicas, como a lente, a câmera e o ângulo utilizado por elas também são decisões deste profissional.

faculdade de fotografia

Geralmente o diretor de fotografia também cuida do enquadramento, e muitas vezes comanda equipes gigantescas! Figurinista, iluminador, maquiador, operador de câmera e outros estão sob a supervisão deste.

Alguns exemplos de diretores de fotografia são: Emmanuel Lubezki (Birdman, Gravidade e O Regresso), Robert Richardson (Django Livre, Ilha do Medo e Bastardos Inglórios) e Bruno Delbonel (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum)

 

Nesse caso, é super recomendado que você faça uma faculdade de fotografia!

 

Isso porque, primeiramente, sem um diploma você provavelmente não vai ser contratado para uma produção maior. Ou você acha que a Marvel, a Rede Globo ou a Disney contratam Freelancer? Grandes empresas vão exigir um (ou mais) diplomas. Nesse caso, também sugiro que você seja fluente no Inglês, ou muitas portas poderão se fechar.

Sem contar que, por conta própria, vai ser muito difícil aprender tudo que um Diretor de Fotografia tem de saber.

 

 

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Fotógrafo

Fotógrafo é o profissional que elabora imagens estáticas ou dinâmicas em diversos campos, como: eventos sociais, moda, esporte, guerra e fotojornalismo.

Se você acompanha nosso Blog, acredito que seu objetivo é ser um fotógrafo: assim como eu sou. Quem gosta de tirar fotografias, é o fotógrafo.

Nesse caso, você provavelmente se decepcionaria extremamente com uma faculdade de fotografia. Isso porque, os alunos deste curso aprendem muito mais sobre filmes do que sobre fotografias de casamento, guerra, moda ou produtos, por exemplo.

É claro que quem cursa faculdade de fotografia também é capaz de criar boas imagens, mas esse não é o foco da faculdade!

Por exemplo, você sabia que uma pessoa formada em arquitetura pode dar aula de matemática no Ensino Fundamental? Mas, da mesma forma, esse não é o objetivo!

faculdade de fotografia

Existem diversas áreas que um fotógrafo pode atuar, como por exemplo:

  • Estúdio Fotográfico: Fotografando ensaios de Pessoas e Produtos, Editoriais de Moda
  • Banco de Imagens: Vendendo de fotografias de paisagens, pessoas, objetos e animais
  • Eventos Sociais: Cobrindo casamentos, aniversários, eventos empresariais
  • Agência de Marketing: Auxiliando nas campanhas publicitárias
  • Papparazzi: Registrando e vendendo para revistas detalhes da vida dos famosos
  • Fotojornalismo: Estando a frente das noticias, registrando e vendendo para jornais, revistas e sites estas imagens
  • Esportes: Alguns fotógrafos registram eventos como Copa do Mundo, Olimpíadas, Maratonas e Campeonatos
  • Secretariado: Acompanhando, como um funcionário, um artista ou político famoso, registrando os eventos de sua agenda.
  • Arquitetura: Auxiliando Corretores, Incorporadoras e Construtoras a divulgar imóveis e lançamentos

 

 

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Lógico que aqui se encontram apenas algumas das áreas. São muitas as opções!

Vão me contratar sem Diploma?

 

A resposta, curta e sincera é: SIM! Em todos esses anos, jamais alguém me perguntou por currículos ou diplomas. O que vale é a sua fotografia.

faculdade de fotografia

Se suas fotos forem incríveis, vai ser o suficiente para você ser contratado. Ou você imagina uma noiva abrindo um e-mail e lendo currículos de fotógrafos?

Seu portfólio, ou seja, seu trabalho é seu diploma.

 

Então, como aprender fotografia?

Existem muitos métodos de aprender fotografia. O melhor é praticar. Treinando seu olhar, se inspirando e fotografando pelo menos 30 minutos por dia você vai se transformar num fotógrafo.

Eu tenho algumas sugestões que podem ajudar você a começar a aprender fotografia:

  • Videos no Youtube: Alguns canais dão dicas gratuitas de fotografia de um modo bem divertido. Sugestão de canal: Clique aqui
  • Livros: Ler vai ajudar você a evoluir pelo menos 4x mais rapidamente. Sugestão de leitura: Clique aqui!
  • Sites: O Blog do Lansing é, sem dúvida, o mais completo portal de fotografia do Brasil hoje! Continue no Blog para aprender mais.
  • Cursos: O jeito mais rápido e funcional de aprender fotografia. Minha sugestão: Clique aqui!

 

Mas, se você deseja realmente se tornar um fotógrafo, sem gastar muito e sem perder tempo, sua melhor opção é clicar aqui!

 

E você? Quer ser fotógrafo ou diretor de fotografia? Ainda pensa em fazer uma faculdade? Deixa seu feedback nos comentários, é importante!

Steve McCurry – Um Dos Maiores Fotógrafos Do Século!

Stevie McCurry – Um Dos Maiores Fotógrafos Do Século! Conheça mais sobre o fotógrafo da National Geographic famoso pela fotografia da garota afegã (e veja como ela está hoje). E no final, ainda tem um bônus para você!

Steve McCurry

 

Americano e nascido em 1950, Steve McCurry é um dos mais renomados fotógrafos da atualidade. Suas imagens muitas vezes estamparam a capa e artigos da famosa revista National Geographic. Membro da agência Magnum desde 1987, sua fotografia autoral e super saturada tem um tom artístico e conceitual único.

Depois de se formar em Artes e Arquitetura, decidiu partir para a Índia como fotógrafo freelancer. Lá, ele diz ter aprendido a ser paciente para conseguir boas fotografias.

“Se você esperar as pessoas vão esquecer a sua câmara e a alma do fotografado transparece.” – Steve McCurry

Sua cobertura fotográfica da invasão da Rússia no Afeganistão ganhou um prêmio chamado Robert Capa Gold Medal na categoria melhor reportagem fotográfica do exterior, um prêmio dedicado a fotógrafos exibindo coragem e iniciativas excepcionais.

Uma curiosidade é que recentemente ele encontrou a menina refugiada afegã não identificada anteriormente. Ela é descrita como a fotografia mais reconhecível no mundo de hoje. Quando McCurry finalmente localizou a menina chamada Sharbat Gula depois de quase duas décadas, ele disse: “Sua pele é de resistência; existem rugas agora, mas ela é tão impressionante quanto como era há 20 anos”.

Muitas das imagens de Steve se tornaram ícones, e vamos ver algumas delas hoje!

01 – Afeganistão

Tida como uma das fotografias mais reconhecidas do mundo, a menina afegã do campo de refugiados Nasir Bagh no Paquistão foi capa da revista National Geographic em junho de 1985, concentrando a atenção no rescaldo da invasão russa no Afeganistão.

Foto de Steve McCurry

02 – Rajastão

Essa foto foi tirada em 2009. O que eu mais gosto nesta imagem é a mão a esquerda. Ela gera muita curiosidade e mistério, do tipo “quem é essa pessoa? o que ela está olhando?”. A incrível posição do fotógrafo frente ao espelho denota suas habilidades.

Foto de Steve McCurry

03 – China

Na região de Zhengzou, Stevie registrou em 2004 os monges shaolin em seu trainamento matutino! O modo como o fotógrafo organizou os elementos da fotografia sem que o monge mais próximo se sobrepusesse sobre ninguém é incrível! E, seu olhar fixo a câmera realmente traz um convite à imaginação.

Foto de Steve McCurry

 

Veja também:

 

 

04 – Índia

O festival de cores da Índia que comemora a chegada da primavera é um eventos muito colorido, chamado de Holi. O fotógrafo capturou essa imagem no Rajastão, ainda nos anos 90. A sua composição contrastante dignifica ambas as cores, e a expressividade do rapaz de verde também é chamativa.

Foto de Steve McCurry

05 – Sri Lanka

Registradas no sul do Sri Lanka em 1995, os pescadores se encontravam em cima dos palanques para não afugentar os peixes, facilitando sua captura artesanal. O registro se torna ainda mais incrível quando descobrimos que as novas tecnologias atuais tem tornado este método obsoleto – e praticamente extinto na região. Veja como ele organizou o mar em dois terços horizontais da imagem e o céu no outro terço. O movimento do pescador no mar também gera uma quebra de padrão incrível!

Foto de Steve McCurry

06 – West Bengal, India

Uma regra de composição que sempre vai ser acertada é a simetria. Mas, conseguir simetria com diversos objetos é algo muito dificil. Ainda no mundo de hoje, são poucas as fotografias simétricas com 6 elementos como a deste trem levando bicicletas na Índia. Para mim, é uma das mais importantes do fotógrafo americano!

Foto de Steve McCurry

07 – Kyaikto, Mianmar

Em 1994, Steve registrou os monges rezando na chamada Golden Rock – um dos locais mais importantes para a peregrinação budista do mundo. Ele relata que passou dias aos pés da rocha para encontrar o melhor ângulo e a melhor luz para tirar a foto. Ela foi feita dez minutos após o pôr-do-sol. Segundo a tradição, acredita-se que a pedra é sustentada por um único fio de cabelo de seu líder, Buda.

Foto de Steve McCurry

 

 

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Veja algumas outras imagens do fotógrafo!

Foto de Steve McCurry

Foto de Steve McCurry

Foto de Steve McCurry

Foto de Steve McCurry

Foto de Steve McCurry

Foto de Steve McCurryFoto de Steve McCurryFoto de Steve McCurry

 

E, se você tem curiosidade em saber como
está a menina afegã hoje, aí vai:

AFGRL-10004. «La muchacha afgana», 17 años despúes

Já pensou poder estudar com ele?

Imagine que incrível ter um professor desses te ensinando como fazer boas fotografias. Seria incrível, não é mesmo? Mas enquanto isso não nos acontece, podemos nos contentar com 9 dicas de composição com o Steve McCurry, que encontrei nesse video do Youtube. Está em Inglês, mas acho que dá pra entender.

 

E tem algum outro fotógrafo que inspire você? Deixe o nome nos comentários, quem sabe fazemos um artigo sobre o trabalho dele!

 

 

Pessoas! A Melhor Composição para fotos!

Melhor que malabarismos fotográficos, é uma foto que transmita o real sentimento de amor e carinho daqueles que estão do outro lado da lente. Entenda como construo esse processo! (e um pouquinho sobre poses)

Quando iniciei a fotografar, estudei muito sobre as composições. Li muito sobre linhas – aprendi que as linhas horizontais transmitem serenidade, que linha diagonais são dinâmicas e que as linhas verticais são humanizadas. Estudei muito sobre o significado das cores, e como aplicar isso no design e na fotografia. Quando saía para fotografar, procurava linhas, padrões, texturas, cores e contrastes para fazer uma foto incrível. E é verdade que é possível fazer boas fotos com essas “regras” de composição.

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Pessoas como a melhor composição de todas!

 

Minha transformação:

Mas hoje eu vejo que nada vale tudo isso sem uma boa pose, e nada vale uma boa pose sem uma boa conexão. Por isso que digo, a minha melhor composição são as pessoas. Tento procurar um plano neutro em minha fotografia – algo que valorize as pessoas. Procuro orientar o casal a usar roupas neutras – para valorizar eles. Maquiagem? Neutra. Acessórios? Neutros. Quanto menos, melhor. Quero que eles sejam o centro das atenções.

Noivos românticos se abraçando

Uma produção muito complexa, eu deixo para os editoriais de moda. Lógico que precisamos fazer fotos criativas, ou não seremos profissionais. Mas, para tudo é preciso um equilíbrio. Retratos formais e protocolares são importantes também – mas muitas vezes desvalorizados.

Veja esta comparação:  numa refeição, geralmente temos como elemento principal a carne. E temos os acompanhamentos: feijão, arroz, saladas, entre outros. Apenas a carne, por mais saborosa, vai nos dar a sensação de falta. Por outro lado, apenas os acompanhamentos vai parecer algo raso. Da mesma forma a nossa fotografia. Fotojornalismo, criatividade, entre outros são a nossa carne: tem que ser o nosso carro chefe. Mas isso não pode, jamais, sufocar nosso elemento principal: as pessoas! E, os retratos formais, por mais simples que sejam, são tão essenciais quanto o feijão com arroz.

 

 

Continue no Site:

 

 

Então, como compor poses?

Eu evito poses que detraiam a atenção. Por exemplo, abraços muito complexos ou mãos dadas com os dedos cruzados (acho que fica parecendo uma bola com 10 dedos).

Um abraço simples e um aconchego delicado, valoriza muito mais o casal. Por exemplo, não adianta pedir para uma pessoa que nunca sentou com as pernas cruzadas fazer isso para a foto. A pose vai sair estranha, pois não é habitual para aquela pessoa.

Mais importante ainda, o ângulo da foto. Ângulos muito baixo fazem o tórax ou as mãos ocuparem uma porcentagem maior da imagem que o rosto – não acho isso legal. Fotografar muito de baixo faz o queixo parecer maior que a testa. Sem contar que muitas fotos ainda é possível enxergar dentro do nariz da pessoa, o que é imperceptível para muitos – mas convenhamos: não, né? É verdade que se formos muito longe para fazer a foto, vai ficar muito anônima – mas muito perto também traz um ar de desconforto para o telespectador.

Assista aqui algumas poses que você pode usar

Noivos no sreu prér wedding felizes.

Mensagem final:

Mas nada vale toda essa técnica bem aplicada sem uma conexão real. Tento deixar o casal a vontade, relaxado e “vulnerável”. Se eles tem medo de você, de seu flash ou de sua câmera, acredite: isso vai transparecer na foto! Assim que eles estão confortáveis, eu converso e clico; clico e converso. São varias tentativas, mas tudo bem, só preciso de um acerto (naquela cena). Evito fotografar e olhar. Isso faço no estúdio. Evito fotografar e sair – às vezes vou ganhar 2 ou 3 minutos, mas vou perder algum detalhe que pode ser crucial.

Menos técnica e mais coração; esse tem sido o meu lema! Pessoas a frente de paisagens e roupas, sempre!

Comente qual é o seu lema!

Desfoque em fotos, Como o Iphone cria este efeito?

Como a câmera dupla do iPhone é capaz de produzir um efeito tão preciso de desfoque? Entenda como esse algorítimo funciona, e de bônus te mostro 4 aplicativos para simular esse efeito!

Você provavelmente já sabe o que é, mas antes de responder essa pergunta deixa eu explicar tintin por tintin o que é o esse efeito Bokehsignifica, em Japonês, borrão ou mancha. Ou seja, o famoso “fundo desfocado”.

Esta é uma técnica muito utilizada pelos fotógrafos profissionais para enfatizar a pessoa e criar um efeito artístico na fotografia.

Cada vez mais essa técnica têm caído no gosto popular, e a Apple não perdeu a clientela: inventou um sistema com uma câmera dupla que SIMULA o efeito bokeh. É interessante ressaltar que o iPhone (e outros celulares similares, que vieram depois) não cria esse desfoque, mas ele simula.

Isso porquê, mesmo com uma câmera profissional, o você não vai conseguir um desfoque tão grande com uma grande angular. Lentes como a 85mm ou a 70-200mm são as mais indicadas para esse tipo de efeito. Mas como pode então, um celular, com uma câmera de 24mm criar esse efeito?

 

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Entendendo a diferença

Primeiro, para vermos a real diferença, veja duas fotografias feitas com uma câmera profissional e uma lente 85mm.


Agora, vamos ver algumas fotografias com o efeito Bokeh da câmera dupla do iPhone (modelos 7 plus em diante)

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Você conseguiu ver a sutil diferença? Calma, agora você vai poder realmente entender isso com essa explicação que eu achei na internet (clique aqui).

 

Como é feita? Simples…

A fotografia clicada no modo retrato é na verdade o resultado de duas imagens, feita com duas câmeras, mas com uma diferença milimétrica. Com isso, temos duas fotos. Esse é o primeiro passo. Além disso, é feito um mapeamento tridimensional do ambiente da imagem e criando assim um segundo mapa da profundidade de campo.

 

Com essa tecnologia, o telefone inteligente da Apple consegue diferenciar o que é o ponto principal (focado) e o que é o plano de fundo (desfoque).

 

Com essa informação, o telefone consegue aprender o que é cada coisa e evoluir por si só: o chamado learning machine. Esse software que é quase uma inteligência artificial, percebe ao comparar as duas imagens, quais são os pontos idênticos e assim obter uma planta de disparidade – obtendo assim a diferença do plano de fundo de cada imagem.

O algoritmo compreende o que deve priorizar (o assunto em foco), e então desfoca o fundo da imagem, borrando todos os detalhes visíveis com as duas imagens. Pense em você colocar dois óculos de grau, com diferença de alguns milímetros. Você vai ter uma imagem borrada – assim como as duas lentes do iPhone criam.

 

Veja a sequência de imagens a seguir para compreender todos esses passos!

01.png
Primeiro passo é apontar as duas câmeras para o assunto.
02.png
Então, os algoritmos vão trabalhar para identificar os pontos semelhantes nas duas imagens.
0
Logo após, é criado uma mapeamento tridimensional de cada assunto e objeto da cena
04.png
A mesclagem das duas imagens com diferença de milímetros gera um efeito de borrão que simula o bokeh da câmeras
05.png
E para finalizar, ele apaga o borrão duplo do assunto que foi identificado como principal – mas permanece o borrão do resto.

E o mais incrível é pensar que todos esses efeitos são gerados rapidamente, com uma precisão incrível. Claro que não se compara ao efeito de uma câmera profissional, mas é um grande passo para a fotografia portátil!

 

Continue no Blog:

Aplicativos para Desfoque!

Mas, e se você não tiver um iPhone ou celular com câmera dupla? Então poderá usar algum aplicativo para simular esse algorítimo do iPhone e obter um resultado semelhante. Por exemplo, veja algumas opções que segundo a Editora Abril:

 

 

1. Big Lens

O aplicativo, disponível tanto para aparelhos com sistema Android quanto para iOS, infelizmente é pago, mas garante uma desfoque de câmera profissional. Mas ele custa pouco mais de R$2, e conta com nove filtros e opção de quanto desfoque você deseja. Dá também para selecionar manualmente o que você quer desfocar e o que quer destacar. Uma boa opção para você que não se importa de desembolsar alguns “pilas” (como dizemos aqui no sul) para ter um aplicativo de qualidade.

 

2. Fabby

Gratuito, o aplicativo também garante um bom desfoque de fundo. O efeito Bokeh (que imita o modo Retrato) é o mais utilizado. Mas, além dele, é possível incrementar as imagens com filtros de cor e enfeites. O desfoque também tem diferentes tipos de intensidade: suave, médio e forte. Uma boa aposta! Como é gratuito, você pode testar e, se não gostar, excluir depois.

 Teste do Fabby.

Teste do Fabby. (Reprodução/Reprodução)

3.  FabFocus

Disponível apenas para iPhones a partir do modelo 5, o aplicativo custa cerca de R$ 10 e garante um desfoque tanto automático quanto manual. Se a ferramenta não conseguir identificar os rostos nas fotos para destacar, você pode fazer isso com os próprios dedos. É uma das opções mais práticas da lista, mas não a mais profissional ou eficiente.

 

4. Tadaa SLR

O app está disponível apenas para iOS, mas existe uma alternativa, chamada Blur Image, para Android. A segunda opção é gratuita, mas a primeira custa cerca de R$ 15. O Tadaa é um pouquinho mais eficiente que o FabFocus e garante um efeito mais parecido com o modo Retrato do iPhone 7 Plus. O aplicativo também é mais completo e tem, além de várias opções de desfoque, filtros e efeitos para ressaltar a imagem.

 

Já usou algum desses aplicativos? Comente aqui embaixo o que achou!

Fonte

 

 

Como Escolher A Melhor Foto? 7 Coisas Que Eu Faço

O processo da escolha é complicado, por isso separei 7 dicas para ajudar você a saber apertar DELETE de modo consciente!

Se você veio parar aqui é porque tem o desejo de saber como escolher a melhor foto.

Bom, eu acredito que a diferença entre bons fotógrafos e fotógrafos medianos é que os bons fotógrafos sabem quais fotos mostrar e quais esconder. Todo mundo faz foto ruim, isso é fato! A diferença é que alguns escondem, e outros mostram. Eu vejo meu portfólio como uma “amostra grátis”. A amostra grátis é sempre uma prova do melhor produto da empresa, e não do pior ou mediano.

Saber quais fotos mostrar é muito importante, pois assim você vai criar o conceito de ser um fotógrafo top ou não. Melhor mostrar várias vezes uma foto nota dez do que mostrar dez fotos medianas. Mas para isso você precisa saber escolher suas fotos. Então, compartilho com vocês o que serve de base para mim na hora de fazer a curadoria.

 

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1. Para selecionar boas fotos, você precisa de boas fotos!

Parece lógico, mas vejo muitas boas ideias que o fotógrafo desiste da ideia e perde a boa foto. Uma boa foto é construída e não roubada ao acaso. Para escolher boas imagens, você precisa ter muita opção de escolha. Já ouvi dizer que é exagero clicar muito, mas quem diz isso não entende completamente ainda o que significa “momento decisivo”. O momento decisivo é muito rápido, e geralmente você não vê ele – porque ele é tão rápido, que acontece enquanto o obturador ainda está fechado e quando abriu, ele já passou. Por isso ter muitos cliques é importante para uma boa curadoria.

Mas uma palavra de alerta: não é time-lapse. Não é sequência. É clicar consciente. É dirigir o casal e clicar. É se posicionar e clicar. É insistir na ideia até o fim. Repito, isso não se faz ao acaso – se faz de modo consciente. Assim, você vai ter muita opção para selecionar, e aumenta a sua chance de ter boas imagens.

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Por exemplo, na construção da foto acima, estava chovendo muito, e estava muito difícil conseguir conciliar tudo o que queria – uma gota d’água na lente + reflexo do sol + posição do véu + dois LEDS iluminando. Tudo isso numa chuva torrencial é difícil, porem a imagem ficou exatamente como eu queria. Por quê? Eu cliquei várias vezes, e só tive certeza que deu certo quando cheguei em casa e fiz o processo de curadoria. Muitas opções me permitem ser seletivo, criterioso, rigoroso na minha escolha. Se eu tivesse apenas 2 ou 3 imagens, teria duas opções – entregar a foto meia boca ou excluir. Mais abaixo você verá o resultado dessa sequência de 84 imagens!

2. O momento de olhar as fotos não é no evento, é no escritório.

Não perco tempo olhando o que fiz na tela da câmera. Ela engana. Eu preciso ter o momento acontecendo na minha frente e estar completamente focado no registro, e não em olhar como ficou esse registro. Como dizem os americanos, “chimpar” atrapalha seu processo de criação, e sem criação não existe curadoria.

 

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3. Faça sua curadoria por blocos.

Por exemplo num casamento, eu subdivido a história em blocos. Bloco A – Making Of da Noiva; Bloco B – Making Of do Noivo; e assim por diante. Em trash the dress ou pré-wedding, eu divido os blocos por locações.Isso me ajuda a:

  1. Ter a história organizada de um modo lógico
  2. Manter um padrão de edição consistente para a locação e para o trabalho inteiro
  3. Dividir o trabalho pesado em partes menores.

 

 

4. Depois de fazer a primeira seleção, revise as imagens selecionadas.

Eu entrego em casamentos cerca de 12% das imagens que clico. Em ensaios, cerca de 7%. Eu clico muito e preciso revisar para entregar apenas o melhor do melhor. Mas as 88% das outras fotos são tecnicamente boas, não são repetidas na sua maioria, mas elas não atingiram o ápice – não são tão boas como as 12%. Mas essas 12% ainda recebem uma segunda seleção. Aqui paro de escolher fotos e começo a selecionar momentos. Às vezes tenho 5 imagens boas de um mesmo momento, mas se esse momento não é tão importante, prefiro entregar apenas 1 ou 2 imagens. No montante final, ter muitas imagens de um mesmo momento não primordial (mesmo que visualmente distintas) torna o trabalho maçante.

É nesse momento que excluo imagens que não contam nada mas que estão com luz boa ou ângulo interessante. Já disse uma renomada fotógrafa brasileira: “Se não soma, some!”

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5. Volte nas rejeitadas.

Você pode ter deixado passar momentos importantes nas fotos rejeitadas. Às vezes ela não está tecnicamente boa, mas mais vale um bom momento que uma boa luz ou composição. Eu somente repito esse passo após o passo 4, pois agora não busco mais imagens, mas sim o completo, o todo, a história! Às vezes acho pérolas no lixo, momentos incríveis que com um pouquinho de Photoshop se torna uma lembrança agradável para os noivos.

 

6. Revise sua edição e sua composição por meio de miniaturas.

Você olhar suas imagens em miniaturas te revela quem você é, qual o estilo de seu casamento. No Lightroom, no módulo Biblioteca, escolha suas imagens e clique na letra N. Ele separará suas imagens, depois aperte L para diminuir as luzes e veja seu trabalho como um todo. Quais cores você tem usado? Suas fotos estão muito perto? Muito longe? Quais pessoas estão aparecendo mais e quais aparecendo menos? É nesse momento que você vai aprender com você mesmo.

Outra opção é selecionar suas melhores imagens em cada evento, e depois olhar as miniaturas. Se todas as suas melhores fotos forem na cerimônia, você verá que precisa melhorar suas imagens na balada. Ou vice-versa. Será que tem mais fotos de alianças e sapatos do que de noivos nessa lista? Será que suas melhores fotos os noivos estão com a mesma pose? Assim quem vai te corrigir é você mesmo. Eu chamo isso de “Leitura de Portifólio com Klarck Lansing”. E sabe qual a melhor parte? É gratuito e você pode fazer quantas vezes quiser!

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7. Imite Cartier-Bresson.

Nosso olho sempre corre para onde tem o ponto mais alto de luz. Bressan via suas fotografias de cabeça para baixo. Assim ficava claro onde o olho parava. O cérebro busca rostos humanos mais do que nada, porém de cabeça para baixo ele para de buscar rostos e começa a buscar luz, ou claridade. Por isso aconselho a evitar mostrar seu ponto de luz nas fotos – se não o sol vai ser mais claro que os noivos e o olho vai correr para ele. Isso acontece com contraste também. Na verdade, acontece com o que for mais importante. Como destacar o mais importante em uma imagem com luz distribuída uniformemente? Com os pincéis de ajustes do Lightroom! Como você pode perceber isso? Vire suas imagens de cabeça para baixo. É uma técnica bem interessante!

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Se não ficou claro, vou fazer o oposto. Vou mostrar agora algumas imagens que o casal não está em uma zona neutra, fotos antigas que fiz antes de ser profissional e que eles não estão no ponto mais alto de luz nem foram editadas colocando eles no ponto mais alto de luz. Veja que será mais difícil de encontra-los!

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Agora dificultou não é mesmo? Se você virar ela 180 graus encontrará o casal facilmente, mas assim é mais difícil. Faça isso com suas imagens, será revolucionário!

Comente aqui embaixo o que achou e se essas dicas funcionaram para você.

3 Coisas Que Podem Te Fazer Fracassar – e Como Evitá-las

Fotógrafo conta como percebeu erros em si mesmo e em outros e o que fez para mudar. Evite esses três perigos e tenha sucesso!

Veja como eu percebei meus erros e o que fiz para mudar

Por muito tempo minha carreira evoluía – ganhava mais reconhecimento, mais orçamentos, mais curtidas. Foi uma época muito boa. Então minha carreira estagnou. Parei de crescer, parei de evoluir, e discretamente comecei a regredir.

Como resultado, culpei equipamentos. Culpei outros. Também culpei o clima.

Mas parei, pensei, culpei a mim mesmo. Eu fui o responsável por ela evoluir, eu fui o responsável por ela estagnar, e consequentemente, tenho de ser o responsável por fazer ela decolar.

Com o tempo percebi três coisas naturais que fazem qualquer um perder boas imagens, e reparei que a grande diferença entre os fotógrafos de renome e nós, meros mortais, eram isso. Espero que vocês concordem com o que considero importante para boas imagens.

São apenas 3 coisas? Não. Existem muitos motivos, mas eu vejo que, se fizer bem essas 3, você vai ter boas imagens.

 

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1. Técnica

Isso mesmo, técnica. Não é equipamento. Não é fotografar ao ar livre no Caribe. Com boas técnicas a esquina de sua casa será melhor que o Caribe sem boas técnicas.

O que vale mais, técnica ou equipamentos?

Por muito tempo eu diria: Sem um bom equipamento não adiantam boas técnicas”. É verdade que se você é profissional, precisa de equipamentos profissionais – se não você é amador, e amador não pode cobrar para fazer coisas de amador.

 

Quem ganha dinheiro com fotografia como profissão tem que ser profissional e fazer coisas como profissional, inclusive ter equipamentos profissionais.

 

Mas primeiro de tudo,

VOCÊ PRECISA ESTUDAR!

Muitos reclamam das limitações de seus equipamentos, mas não sabem usar a luz. Aprenda a usar a luz, que até com um celular você terá boas imagens. Não somente técnicas de iluminação, mas você precisa dominar todos os tipos de técnicas.

Edição, marketing, vendas, direção. Leia, estude, pratique, vá a congressos, marque brainstorming com seus amigos, peça opinião de leigos.

Não estou dizendo que você precisa fazer técnicas super compostas, fazer um Brenzier em todas as suas imagens, ou entregar imagens 360º para seus clientes.

Mas faz uma dupla exposição, faz uma foto das alianças com bokeh, entrega também um Light Painting das fotos da boate, brinca com o flash em multi, faz um flare proposital, até uma foto tremida ou com grão (quando se sabe usar) fica bacana. Mas certamente, isso é a cereja do bolo.

Entregue principalmente imagens nítidas, bem compostas, claras, com sorriso bonito e que as pessoas se sintam bonitas.

Eu li na internet esses dias os fotógrafos reclamando que tem gente que diz que com iPhone também dá para fazer as mesmas fotos. Meu amigo, se seus clientes e amigos acham que suas imagens dá para fazer até com iPhone, parece que está lhe faltando técnica.

KLARCK, FOTOGRAFIA, WEDDING, CASAMENTO, NOIVAS, LOVE-290.jpg

2. Vergonha e/ou medo

Parece estranho, mas isso te impede de criar boas imagens. Vergonha de pedir, vergonha de propor, vergonha de se expor. Pensa comigo: se tu não te expor, tu acha que teu cliente vai? Entra na água que ele vem na beira. Deita no chão que ele topa se sentar.

Se tu quer ficar paradinho clicando então não trabalhe com casamentos, certamente deverá trabalhar com estúdio.
Mas fotografia de casais e casamento, tu tem que andar, tem que pular, tem que fazer eles rirem.

Às vezes as poses ficam forçadas, o casal não sorri – a culpa é deles? Eles que não sabem sorrir? Quem tem que saber cortar cabelo é cabeleireiro, quem tem que saber pintar parede é pintor, quem tem que saber concertar carro é mecânico, quem tem que saber fazer os outros sorrir é fotógrafo. 90% palhaço, 10% fotógrafo.

Eu falho muito nisso, sou envergonhado, mas tenho que me puxar. Passe energia e receba energia. Se você tiver vergonha de pedir para fotografar naquele lugar que tu quer, não vai ir lá nunca.

Em geral, eu levo meus clientes a 300km mais longe para onde eles querem fazer as fotos. Esses dias a noiva queria fotografar em Porto Alegre, acabamos fotografando em Florianópolis.

Outra noiva queria fotografar em Pelotas, assim fomos parar no Uruguay. Um dia alguma vai topar a ideia de ir para a Europa.

Seja cara de pau, peça, ouse, arrisca, ouça muitos “não”, depois vai ouvir outros “com certeza não”, e alguns “você está maluco?”, mas quando você ouvir um “ué, quem sabe?”, os noivos vão topar e vai valer a pena!

Com o tempo os noivos que estarão sugerindo ideias loucas e incríveis, e vai valer a pena!

Não tenha vergonha também de repetir imagens, de admitir que errou, de dizer para o cliente que você não lembra da pose e quer olhar no celular para lembrar. Ele entende, ele não se ofende. No final ele nem lembrará disso.

KLARCK, FOTOGRAFIA, WEDDING, CASAMENTO, NOIVAS, LOVE-92.jpg

3. Preguiça

Esse fator é decisivo: é a preguiça que difere os sucedidos dos fracassados. Enquanto os outros estiverem trabalhando, você tem que estar trabalhando. Enquanto os outros estiverem descansando, você tem que estar trabalhando. Enquanto os outros estiverem dormindo, você tem que estar trabalhando.

Vai demorar, mas consequentemente o resultado vem.

Você pode substituir a palavra “trabalhar” na frase acima por “estudar”, vai dar o mesmo resultado lá na frente. Ouvi uma frase que me marcou muito de um palestrante mexicano, que dizia algo parecido com “Quem não trabalha aos 20, e não fica rico aos 30, quebra a cara aos 40”.

 

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Mas a preguiça que eu falo não é só de se dedicar. É preguiça de subir na árvore, é preguiça de se sujar e ter de limpar, é preguiça de se molhar, é preguiça de trocar a 35mm pela 85mm ou pela 135mm e ter que caminhar mais longe para fazer a mesma imagem. Mas como resultado, o desfoque da 135mm acaba ficando bem mais legal que o da 35mm.

Fotografia de Casamento

Para mim, essas 3 coisas me atrapalharam por muito tempo, e a segunda acredito que ainda me acompanhará por muito tempo. Mas eu luto contra, porque eu quero ir longe e tudo depende de mim.

E você? O que acha que impede você e/ou outros de ir para frente em sua carreira? Comente aqui embaixo!