Como Escolher A Melhor Foto? 7 Coisas Que Eu Faço

Como Escolher A Melhor Foto? 7 Coisas Que Eu Faço

abril 8, 2018 3 Por Klarck Lansing

Se você veio parar aqui é porque tem o desejo de saber como escolher a melhor foto.

Bom, eu acredito que a diferença entre bons fotógrafos e fotógrafos medianos é que os bons fotógrafos sabem quais fotos mostrar e quais esconder. Todo mundo faz foto ruim, isso é fato! A diferença é que alguns escondem, e outros mostram. Eu vejo meu portfólio como uma “amostra grátis”. A amostra grátis é sempre uma prova do melhor produto da empresa, e não do pior ou mediano.

Saber quais fotos mostrar é muito importante, pois assim você vai criar o conceito de ser um fotógrafo top ou não. Melhor mostrar várias vezes uma foto nota dez do que mostrar dez fotos medianas. Mas para isso você precisa saber escolher suas fotos. Então, compartilho com vocês o que serve de base para mim na hora de fazer a curadoria.

 

 

1. Para selecionar boas fotos, você precisa de boas fotos!

Parece lógico, mas vejo muitas boas ideias que o fotógrafo desiste da ideia e perde a boa foto. Uma boa foto é construída e não roubada ao acaso. Para escolher boas imagens, você precisa ter muita opção de escolha. Já ouvi dizer que é exagero clicar muito, mas quem diz isso não entende completamente ainda o que significa “momento decisivo”. O momento decisivo é muito rápido, e geralmente você não vê ele – porque ele é tão rápido, que acontece enquanto o obturador ainda está fechado e quando abriu, ele já passou. Por isso ter muitos cliques é importante para uma boa curadoria.

Mas uma palavra de alerta: não é time-lapse. Não é sequência. É clicar consciente. É dirigir o casal e clicar. É se posicionar e clicar. É insistir na ideia até o fim. Repito, isso não se faz ao acaso – se faz de modo consciente. Assim, você vai ter muita opção para selecionar, e aumenta a sua chance de ter boas imagens.

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Por exemplo, na construção da foto acima, estava chovendo muito, e estava muito difícil conseguir conciliar tudo o que queria – uma gota d’água na lente + reflexo do sol + posição do véu + dois LEDS iluminando. Tudo isso numa chuva torrencial é difícil, porem a imagem ficou exatamente como eu queria. Por quê? Eu cliquei várias vezes, e só tive certeza que deu certo quando cheguei em casa e fiz o processo de curadoria. Muitas opções me permitem ser seletivo, criterioso, rigoroso na minha escolha. Se eu tivesse apenas 2 ou 3 imagens, teria duas opções – entregar a foto meia boca ou excluir. Mais abaixo você verá o resultado dessa sequência de 84 imagens!

2. O momento de olhar as fotos não é no evento, é no escritório.

Não perco tempo olhando o que fiz na tela da câmera. Ela engana. Eu preciso ter o momento acontecendo na minha frente e estar completamente focado no registro, e não em olhar como ficou esse registro. Como dizem os americanos, “chimpar” atrapalha seu processo de criação, e sem criação não existe curadoria.

 

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3. Faça sua curadoria por blocos.

Por exemplo num casamento, eu subdivido a história em blocos. Bloco A – Making Of da Noiva; Bloco B – Making Of do Noivo; e assim por diante. Em trash the dress ou pré-wedding, eu divido os blocos por locações.Isso me ajuda a:

  1. Ter a história organizada de um modo lógico
  2. Manter um padrão de edição consistente para a locação e para o trabalho inteiro
  3. Dividir o trabalho pesado em partes menores.

 

 

4. Depois de fazer a primeira seleção, revise as imagens selecionadas.

Eu entrego em casamentos cerca de 12% das imagens que clico. Em ensaios, cerca de 7%. Eu clico muito e preciso revisar para entregar apenas o melhor do melhor. Mas as 88% das outras fotos são tecnicamente boas, não são repetidas na sua maioria, mas elas não atingiram o ápice – não são tão boas como as 12%. Mas essas 12% ainda recebem uma segunda seleção. Aqui paro de escolher fotos e começo a selecionar momentos. Às vezes tenho 5 imagens boas de um mesmo momento, mas se esse momento não é tão importante, prefiro entregar apenas 1 ou 2 imagens. No montante final, ter muitas imagens de um mesmo momento não primordial (mesmo que visualmente distintas) torna o trabalho maçante.

É nesse momento que excluo imagens que não contam nada mas que estão com luz boa ou ângulo interessante. Já disse uma renomada fotógrafa brasileira: “Se não soma, some!”

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5. Volte nas rejeitadas.

Você pode ter deixado passar momentos importantes nas fotos rejeitadas. Às vezes ela não está tecnicamente boa, mas mais vale um bom momento que uma boa luz ou composição. Eu somente repito esse passo após o passo 4, pois agora não busco mais imagens, mas sim o completo, o todo, a história! Às vezes acho pérolas no lixo, momentos incríveis que com um pouquinho de Photoshop se torna uma lembrança agradável para os noivos.

 

6. Revise sua edição e sua composição por meio de miniaturas.

Você olhar suas imagens em miniaturas te revela quem você é, qual o estilo de seu casamento. No Lightroom, no módulo Biblioteca, escolha suas imagens e clique na letra N. Ele separará suas imagens, depois aperte L para diminuir as luzes e veja seu trabalho como um todo. Quais cores você tem usado? Suas fotos estão muito perto? Muito longe? Quais pessoas estão aparecendo mais e quais aparecendo menos? É nesse momento que você vai aprender com você mesmo.

Outra opção é selecionar suas melhores imagens em cada evento, e depois olhar as miniaturas. Se todas as suas melhores fotos forem na cerimônia, você verá que precisa melhorar suas imagens na balada. Ou vice-versa. Será que tem mais fotos de alianças e sapatos do que de noivos nessa lista? Será que suas melhores fotos os noivos estão com a mesma pose? Assim quem vai te corrigir é você mesmo. Eu chamo isso de “Leitura de Portifólio com Klarck Lansing”. E sabe qual a melhor parte? É gratuito e você pode fazer quantas vezes quiser!

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7. Imite Cartier-Bresson.

Nosso olho sempre corre para onde tem o ponto mais alto de luz. Bressan via suas fotografias de cabeça para baixo. Assim ficava claro onde o olho parava. O cérebro busca rostos humanos mais do que nada, porém de cabeça para baixo ele para de buscar rostos e começa a buscar luz, ou claridade. Por isso aconselho a evitar mostrar seu ponto de luz nas fotos – se não o sol vai ser mais claro que os noivos e o olho vai correr para ele. Isso acontece com contraste também. Na verdade, acontece com o que for mais importante. Como destacar o mais importante em uma imagem com luz distribuída uniformemente? Com os pincéis de ajustes do Lightroom! Como você pode perceber isso? Vire suas imagens de cabeça para baixo. É uma técnica bem interessante!

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Se não ficou claro, vou fazer o oposto. Vou mostrar agora algumas imagens que o casal não está em uma zona neutra, fotos antigas que fiz antes de ser profissional e que eles não estão no ponto mais alto de luz nem foram editadas colocando eles no ponto mais alto de luz. Veja que será mais difícil de encontra-los!

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Agora dificultou não é mesmo? Se você virar ela 180 graus encontrará o casal facilmente, mas assim é mais difícil. Faça isso com suas imagens, será revolucionário!

Comente aqui embaixo o que achou e se essas dicas funcionaram para você.