Como Escolher A Melhor Foto? 7 Coisas Que Eu Faço

O processo da escolha é complicado, por isso separei 7 dicas para ajudar você a saber apertar DELETE de modo consciente!

Se você veio parar aqui é porque tem o desejo de saber como escolher a melhor foto.

Bom, eu acredito que a diferença entre bons fotógrafos e fotógrafos medianos é que os bons fotógrafos sabem quais fotos mostrar e quais esconder. Todo mundo faz foto ruim, isso é fato! A diferença é que alguns escondem, e outros mostram. Eu vejo meu portfólio como uma “amostra grátis”. A amostra grátis é sempre uma prova do melhor produto da empresa, e não do pior ou mediano.

Saber quais fotos mostrar é muito importante, pois assim você vai criar o conceito de ser um fotógrafo top ou não. Melhor mostrar várias vezes uma foto nota dez do que mostrar dez fotos medianas. Mas para isso você precisa saber escolher suas fotos. Então, compartilho com vocês o que serve de base para mim na hora de fazer a curadoria.

 

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1. Para selecionar boas fotos, você precisa de boas fotos!

Parece lógico, mas vejo muitas boas ideias que o fotógrafo desiste da ideia e perde a boa foto. Uma boa foto é construída e não roubada ao acaso. Para escolher boas imagens, você precisa ter muita opção de escolha. Já ouvi dizer que é exagero clicar muito, mas quem diz isso não entende completamente ainda o que significa “momento decisivo”. O momento decisivo é muito rápido, e geralmente você não vê ele – porque ele é tão rápido, que acontece enquanto o obturador ainda está fechado e quando abriu, ele já passou. Por isso ter muitos cliques é importante para uma boa curadoria.

Mas uma palavra de alerta: não é time-lapse. Não é sequência. É clicar consciente. É dirigir o casal e clicar. É se posicionar e clicar. É insistir na ideia até o fim. Repito, isso não se faz ao acaso – se faz de modo consciente. Assim, você vai ter muita opção para selecionar, e aumenta a sua chance de ter boas imagens.

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Por exemplo, na construção da foto acima, estava chovendo muito, e estava muito difícil conseguir conciliar tudo o que queria – uma gota d’água na lente + reflexo do sol + posição do véu + dois LEDS iluminando. Tudo isso numa chuva torrencial é difícil, porem a imagem ficou exatamente como eu queria. Por quê? Eu cliquei várias vezes, e só tive certeza que deu certo quando cheguei em casa e fiz o processo de curadoria. Muitas opções me permitem ser seletivo, criterioso, rigoroso na minha escolha. Se eu tivesse apenas 2 ou 3 imagens, teria duas opções – entregar a foto meia boca ou excluir. Mais abaixo você verá o resultado dessa sequência de 84 imagens!

2. O momento de olhar as fotos não é no evento, é no escritório.

Não perco tempo olhando o que fiz na tela da câmera. Ela engana. Eu preciso ter o momento acontecendo na minha frente e estar completamente focado no registro, e não em olhar como ficou esse registro. Como dizem os americanos, “chimpar” atrapalha seu processo de criação, e sem criação não existe curadoria.

 

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3. Faça sua curadoria por blocos.

Por exemplo num casamento, eu subdivido a história em blocos. Bloco A – Making Of da Noiva; Bloco B – Making Of do Noivo; e assim por diante. Em trash the dress ou pré-wedding, eu divido os blocos por locações.Isso me ajuda a:

  1. Ter a história organizada de um modo lógico
  2. Manter um padrão de edição consistente para a locação e para o trabalho inteiro
  3. Dividir o trabalho pesado em partes menores.

 

 

4. Depois de fazer a primeira seleção, revise as imagens selecionadas.

Eu entrego em casamentos cerca de 12% das imagens que clico. Em ensaios, cerca de 7%. Eu clico muito e preciso revisar para entregar apenas o melhor do melhor. Mas as 88% das outras fotos são tecnicamente boas, não são repetidas na sua maioria, mas elas não atingiram o ápice – não são tão boas como as 12%. Mas essas 12% ainda recebem uma segunda seleção. Aqui paro de escolher fotos e começo a selecionar momentos. Às vezes tenho 5 imagens boas de um mesmo momento, mas se esse momento não é tão importante, prefiro entregar apenas 1 ou 2 imagens. No montante final, ter muitas imagens de um mesmo momento não primordial (mesmo que visualmente distintas) torna o trabalho maçante.

É nesse momento que excluo imagens que não contam nada mas que estão com luz boa ou ângulo interessante. Já disse uma renomada fotógrafa brasileira: “Se não soma, some!”

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5. Volte nas rejeitadas.

Você pode ter deixado passar momentos importantes nas fotos rejeitadas. Às vezes ela não está tecnicamente boa, mas mais vale um bom momento que uma boa luz ou composição. Eu somente repito esse passo após o passo 4, pois agora não busco mais imagens, mas sim o completo, o todo, a história! Às vezes acho pérolas no lixo, momentos incríveis que com um pouquinho de Photoshop se torna uma lembrança agradável para os noivos.

 

6. Revise sua edição e sua composição por meio de miniaturas.

Você olhar suas imagens em miniaturas te revela quem você é, qual o estilo de seu casamento. No Lightroom, no módulo Biblioteca, escolha suas imagens e clique na letra N. Ele separará suas imagens, depois aperte L para diminuir as luzes e veja seu trabalho como um todo. Quais cores você tem usado? Suas fotos estão muito perto? Muito longe? Quais pessoas estão aparecendo mais e quais aparecendo menos? É nesse momento que você vai aprender com você mesmo.

Outra opção é selecionar suas melhores imagens em cada evento, e depois olhar as miniaturas. Se todas as suas melhores fotos forem na cerimônia, você verá que precisa melhorar suas imagens na balada. Ou vice-versa. Será que tem mais fotos de alianças e sapatos do que de noivos nessa lista? Será que suas melhores fotos os noivos estão com a mesma pose? Assim quem vai te corrigir é você mesmo. Eu chamo isso de “Leitura de Portifólio com Klarck Lansing”. E sabe qual a melhor parte? É gratuito e você pode fazer quantas vezes quiser!

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7. Imite Cartier-Bresson.

Nosso olho sempre corre para onde tem o ponto mais alto de luz. Bressan via suas fotografias de cabeça para baixo. Assim ficava claro onde o olho parava. O cérebro busca rostos humanos mais do que nada, porém de cabeça para baixo ele para de buscar rostos e começa a buscar luz, ou claridade. Por isso aconselho a evitar mostrar seu ponto de luz nas fotos – se não o sol vai ser mais claro que os noivos e o olho vai correr para ele. Isso acontece com contraste também. Na verdade, acontece com o que for mais importante. Como destacar o mais importante em uma imagem com luz distribuída uniformemente? Com os pincéis de ajustes do Lightroom! Como você pode perceber isso? Vire suas imagens de cabeça para baixo. É uma técnica bem interessante!

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Se não ficou claro, vou fazer o oposto. Vou mostrar agora algumas imagens que o casal não está em uma zona neutra, fotos antigas que fiz antes de ser profissional e que eles não estão no ponto mais alto de luz nem foram editadas colocando eles no ponto mais alto de luz. Veja que será mais difícil de encontra-los!

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Agora dificultou não é mesmo? Se você virar ela 180 graus encontrará o casal facilmente, mas assim é mais difícil. Faça isso com suas imagens, será revolucionário!

Comente aqui embaixo o que achou e se essas dicas funcionaram para você.

3 Coisas Que Podem Te Fazer Fracassar – e Como Evitá-las

Fotógrafo conta como percebeu erros em si mesmo e em outros e o que fez para mudar. Evite esses três perigos e tenha sucesso!

Veja como eu percebei meus erros e o que fiz para mudar

Por muito tempo minha carreira evoluía – ganhava mais reconhecimento, mais orçamentos, mais curtidas. Foi uma época muito boa. Então minha carreira estagnou. Parei de crescer, parei de evoluir, e discretamente comecei a regredir.

Como resultado, culpei equipamentos. Culpei outros. Também culpei o clima.

Mas parei, pensei, culpei a mim mesmo. Eu fui o responsável por ela evoluir, eu fui o responsável por ela estagnar, e consequentemente, tenho de ser o responsável por fazer ela decolar.

Com o tempo percebi três coisas naturais que fazem qualquer um perder boas imagens, e reparei que a grande diferença entre os fotógrafos de renome e nós, meros mortais, eram isso. Espero que vocês concordem com o que considero importante para boas imagens.

São apenas 3 coisas? Não. Existem muitos motivos, mas eu vejo que, se fizer bem essas 3, você vai ter boas imagens.

 

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1. Técnica

Isso mesmo, técnica. Não é equipamento. Não é fotografar ao ar livre no Caribe. Com boas técnicas a esquina de sua casa será melhor que o Caribe sem boas técnicas.

O que vale mais, técnica ou equipamentos?

Por muito tempo eu diria: Sem um bom equipamento não adiantam boas técnicas”. É verdade que se você é profissional, precisa de equipamentos profissionais – se não você é amador, e amador não pode cobrar para fazer coisas de amador.

 

Quem ganha dinheiro com fotografia como profissão tem que ser profissional e fazer coisas como profissional, inclusive ter equipamentos profissionais.

 

Mas primeiro de tudo,

VOCÊ PRECISA ESTUDAR!

Muitos reclamam das limitações de seus equipamentos, mas não sabem usar a luz. Aprenda a usar a luz, que até com um celular você terá boas imagens. Não somente técnicas de iluminação, mas você precisa dominar todos os tipos de técnicas.

Edição, marketing, vendas, direção. Leia, estude, pratique, vá a congressos, marque brainstorming com seus amigos, peça opinião de leigos.

Não estou dizendo que você precisa fazer técnicas super compostas, fazer um Brenzier em todas as suas imagens, ou entregar imagens 360º para seus clientes.

Mas faz uma dupla exposição, faz uma foto das alianças com bokeh, entrega também um Light Painting das fotos da boate, brinca com o flash em multi, faz um flare proposital, até uma foto tremida ou com grão (quando se sabe usar) fica bacana. Mas certamente, isso é a cereja do bolo.

Entregue principalmente imagens nítidas, bem compostas, claras, com sorriso bonito e que as pessoas se sintam bonitas.

Eu li na internet esses dias os fotógrafos reclamando que tem gente que diz que com iPhone também dá para fazer as mesmas fotos. Meu amigo, se seus clientes e amigos acham que suas imagens dá para fazer até com iPhone, parece que está lhe faltando técnica.

KLARCK, FOTOGRAFIA, WEDDING, CASAMENTO, NOIVAS, LOVE-290.jpg

2. Vergonha e/ou medo

Parece estranho, mas isso te impede de criar boas imagens. Vergonha de pedir, vergonha de propor, vergonha de se expor. Pensa comigo: se tu não te expor, tu acha que teu cliente vai? Entra na água que ele vem na beira. Deita no chão que ele topa se sentar.

Se tu quer ficar paradinho clicando então não trabalhe com casamentos, certamente deverá trabalhar com estúdio.
Mas fotografia de casais e casamento, tu tem que andar, tem que pular, tem que fazer eles rirem.

Às vezes as poses ficam forçadas, o casal não sorri – a culpa é deles? Eles que não sabem sorrir? Quem tem que saber cortar cabelo é cabeleireiro, quem tem que saber pintar parede é pintor, quem tem que saber concertar carro é mecânico, quem tem que saber fazer os outros sorrir é fotógrafo. 90% palhaço, 10% fotógrafo.

Eu falho muito nisso, sou envergonhado, mas tenho que me puxar. Passe energia e receba energia. Se você tiver vergonha de pedir para fotografar naquele lugar que tu quer, não vai ir lá nunca.

Em geral, eu levo meus clientes a 300km mais longe para onde eles querem fazer as fotos. Esses dias a noiva queria fotografar em Porto Alegre, acabamos fotografando em Florianópolis.

Outra noiva queria fotografar em Pelotas, assim fomos parar no Uruguay. Um dia alguma vai topar a ideia de ir para a Europa.

Seja cara de pau, peça, ouse, arrisca, ouça muitos “não”, depois vai ouvir outros “com certeza não”, e alguns “você está maluco?”, mas quando você ouvir um “ué, quem sabe?”, os noivos vão topar e vai valer a pena!

Com o tempo os noivos que estarão sugerindo ideias loucas e incríveis, e vai valer a pena!

Não tenha vergonha também de repetir imagens, de admitir que errou, de dizer para o cliente que você não lembra da pose e quer olhar no celular para lembrar. Ele entende, ele não se ofende. No final ele nem lembrará disso.

KLARCK, FOTOGRAFIA, WEDDING, CASAMENTO, NOIVAS, LOVE-92.jpg

3. Preguiça

Esse fator é decisivo: é a preguiça que difere os sucedidos dos fracassados. Enquanto os outros estiverem trabalhando, você tem que estar trabalhando. Enquanto os outros estiverem descansando, você tem que estar trabalhando. Enquanto os outros estiverem dormindo, você tem que estar trabalhando.

Vai demorar, mas consequentemente o resultado vem.

Você pode substituir a palavra “trabalhar” na frase acima por “estudar”, vai dar o mesmo resultado lá na frente. Ouvi uma frase que me marcou muito de um palestrante mexicano, que dizia algo parecido com “Quem não trabalha aos 20, e não fica rico aos 30, quebra a cara aos 40”.

 

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Mas a preguiça que eu falo não é só de se dedicar. É preguiça de subir na árvore, é preguiça de se sujar e ter de limpar, é preguiça de se molhar, é preguiça de trocar a 35mm pela 85mm ou pela 135mm e ter que caminhar mais longe para fazer a mesma imagem. Mas como resultado, o desfoque da 135mm acaba ficando bem mais legal que o da 35mm.

Fotografia de Casamento

Para mim, essas 3 coisas me atrapalharam por muito tempo, e a segunda acredito que ainda me acompanhará por muito tempo. Mas eu luto contra, porque eu quero ir longe e tudo depende de mim.

E você? O que acha que impede você e/ou outros de ir para frente em sua carreira? Comente aqui embaixo!